
Desde a Maternidade Nossa Senhora Aparecida, há 23 anos e uns meses, escuto música sertaneja e caipira. Hoje, escuto-as em festas, rádio e – de vez em quando – até em disco. Durante minha infância era música do dia-a-dia. Adolescente, passei a escutar rock e outras vertentes; e como um bom roqueiro, tinha de odiar sertanejo, funk, pagode, etc.
Atualmente, não escuto mais aqueles metals e trash metals aos quais ouvi um dia. Do rock tirei apenas o essencial: Led Zeppelin; Metallica; Pink Floyd, entre outras clássicas. Em tempos de criança, em sertanejo, ouvia as duplas caipiras das quais meu pai gostava, e que me fogem à mente neste momento. Mas eram as clássicas.
Mas, como tudo, o sertanejo evoluiu. O amor romântico dos ranchos fundos do sertão mudou-se para a cidade. Nascia aí o sertanejo universitário. Começou em 2006, 2007 com a dupla mineira César Menotti e Fabiano; em 2008, com a ascensão de Victor & Léo, o ritmo explodiu nas rádios, o que deu espaço para dezenas de outras duplas mostrarem seus trabalhos.
Engraçado, o texto ficou conceitual de repente… Apesar de não ser propenso a escutar aquilo que a indústria musical promove, confesso que o sertanejo pop – que é como eu prefiro chamar – me agrada. Os rapazinho cantam o que os jovens de hoje vivem: ninguém quer mais amor para a vida toda; querem mais é curtir, zoar e beber.
E, por que, do nada, resolvi organizar palavras e idéias para redigir este texto? O sertanejo universitário faz mais sentido que nunca para mim nessas últimas semanas. Mais precisamente, para o músculo cardíaco deste blogueiro. Façamos como o novo sertanejo: em simples e poucos acordes, levemos a vida adiante.