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Arquivo para a categoria ‘Meio Ambiente’

Chuva diluviana castiga Rio de Janeiro

chuvario

Durante dois dias choveu no estado do Rio de Janeiro, segundo institutos meteorológicos, o dobro do que devia chover durante todo o mês de abril. De acordo com a Defesa Civil, mais de uma centena de pessoas perderam a vida devido às enchentes e deslizamento de encostas.

O governador Sérgio Cabral e o prefeito da cidade do Rio Eduardo Paes agiram de forma rápida. Foram acessíveis à imprensa e tomaram rédea da crise instalada em pouco tempo. O Governo Federal disponibilizou apoio, porém botou a culpa das mortes na própria população que vive nas encostas. Ora, se a prefeitura cobra IPTU do povo ele tem direito de viver lá. Caso não concordem, deem casas em planícies para eles.

As águas de março, uns dias atrasadas, fecham o verão de forma trágica em 2010.

Desmatamento diminui na Amazônia

desmatamento_07.000 km²: eis o menor índice de desmatamentos ocorridos na Amazônia em 21 anos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O índice refere-se ao período compreendido entre julho de 2008 e agosto de 2009.

Há motivos para comemorar, afinal, é resultado de políticas públicas voltadas ao meio ambiente, em conjunto com fatores econômicos e políticos regionais. A notícia vai quebrar pernas de candidatos à sucessão presidencial com discursos ambientalistas: uns de nascença, outros pelas circunstâncias.

Fiquei em dúvida quanto ao número. Afinal, não tenho noção de espaço. Dizem que é o menor, mas é pouco ou muito? Vejamos:

7.000 km²= 700.000 hectares

Um hectare corresponde a mais ou menos um campo de futebol. São 700.000 x a área do Maracanã de desmatamento.

Corresponde ainda a um quarteirão padrão: são 700.000. Lado a lado, se fossem o caminho ao trabalho, dariam 175 km de distância desde a residência.

Caberiam mais de quatro cidades de São Paulo e meia na área desmatada.

Quase 75 Vitórias (capital do ES).

Sobraria espaço se pusessem 265.150 Praças dos Três Poderes na área desmatada.

Etc.

O mais certo é conter o oba-oba e trabalhar mais para que menos floresta seja deteriorada. Mas, por todos os efeitos, parabéns ao Minc, ao Lula, e ao resto do povo. Mas não dá para comemorar. Ainda não.

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